sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
domingo, 29 de janeiro de 2017
Mil vezes boa noite
A grande atriz francesa Juliette Binoche interpreta uma fotógrafa de guerra, que vive um conflito entre a obsessão de revelar as barbáries das guerras ao 'well faire' ocidental e conviver com sua família.
É um papel contemporâneo exercido por muitas mulheres, que se lançam ao mundo do trabalho, com viagens extenuantes e muita pressão, enquanto os maridos vivem mais para suas casas, assumindo muitas vezes o papel milenar das mulheres.
O filme tem uma fotografia impecável e deve ser visto por todos os fotógrafos, como motivação para o exercício artístico da profissão. Embora tenha um forte apelo pela Canon, não chega a embaçar o propósito do filme.
Como mote final, a raiva me levou a fotografia, para mostrar àqueles que estão tomando café, sentados e lendo seus jornais, o horror que acontece na África. Ou, a preocupação da mídia com a Paris Hilton, saindo do táxi sem calcinha, enquanto milhares morriam no Oriente Médio.
É um papel contemporâneo exercido por muitas mulheres, que se lançam ao mundo do trabalho, com viagens extenuantes e muita pressão, enquanto os maridos vivem mais para suas casas, assumindo muitas vezes o papel milenar das mulheres.
O filme tem uma fotografia impecável e deve ser visto por todos os fotógrafos, como motivação para o exercício artístico da profissão. Embora tenha um forte apelo pela Canon, não chega a embaçar o propósito do filme.
Como mote final, a raiva me levou a fotografia, para mostrar àqueles que estão tomando café, sentados e lendo seus jornais, o horror que acontece na África. Ou, a preocupação da mídia com a Paris Hilton, saindo do táxi sem calcinha, enquanto milhares morriam no Oriente Médio.
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
2017, um desejo de tantos
Estamos em 2017, quase final de Janeiro e
Vivos, acredite. Vivos sim, pela graça do Pai Celestial.
E a atitude adotar é de agradecimento, só agradecer pelo que somos.
Neste ano, novinho em folha, desejo muita coisa e quero manifestar alguns deles:
Paz no mundo. Parece difícil desejar a paz mundial, mas devemos imaginá-la e evocar o
Seu acontecimento.
Gostaria muito de fotografar o encontro de todos os líderes em prol da paz.
Também desejo o fim da fome no planeta,
Imagino que isso possa ser possível, a partir do amor pela paz.
Quero a cura do câncer; quero a cura da aids, das doenças transmitidas por mosquitos,
Quero ver os povos sadios, vivendo em harmonia por um bem maior.
Desejo ver o fim da ambição desmedida; dos crimes; das injustiças sociais;
Desejo o fim do ódio, do preconceito, das castas e do pré julgamento que todos fazemosuns dos outros.
Quero amar as pessoas sejam quem forem; abençoar as criancinhas e seguir sem medo de nada.
E como tudo isso é possível?
Acho que tem que ser por mim, me desarmando, evocando o amor de Deus, não julgando,
Não perdendo a fé em Jesus Cristo e caminhando em retidão, perseverando na fé e perscrutando os mistérios da criação. E, os outros também descobrindo a força da fé.
Fazer uma foto da fé e da esperança e seguir em frente.
Obrigado, Pai, por pensar nas coisas do alto.
Deus nos abençoe para sempre, amém.
Vivos, acredite. Vivos sim, pela graça do Pai Celestial.
E a atitude adotar é de agradecimento, só agradecer pelo que somos.
Neste ano, novinho em folha, desejo muita coisa e quero manifestar alguns deles:
Paz no mundo. Parece difícil desejar a paz mundial, mas devemos imaginá-la e evocar o
Seu acontecimento.
Gostaria muito de fotografar o encontro de todos os líderes em prol da paz.
Também desejo o fim da fome no planeta,
Imagino que isso possa ser possível, a partir do amor pela paz.
Quero a cura do câncer; quero a cura da aids, das doenças transmitidas por mosquitos,
Quero ver os povos sadios, vivendo em harmonia por um bem maior.
Desejo ver o fim da ambição desmedida; dos crimes; das injustiças sociais;
Desejo o fim do ódio, do preconceito, das castas e do pré julgamento que todos fazemosuns dos outros.
Quero amar as pessoas sejam quem forem; abençoar as criancinhas e seguir sem medo de nada.
E como tudo isso é possível?
Acho que tem que ser por mim, me desarmando, evocando o amor de Deus, não julgando,
Não perdendo a fé em Jesus Cristo e caminhando em retidão, perseverando na fé e perscrutando os mistérios da criação. E, os outros também descobrindo a força da fé.
Fazer uma foto da fé e da esperança e seguir em frente.
Obrigado, Pai, por pensar nas coisas do alto.
Deus nos abençoe para sempre, amém.
sábado, 27 de junho de 2015
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Stella Open Bar
A quietude da noite é rompida
pelos roncos dos motores cromados.
Velozes máquinas avançam pela nua estrada
com graves e compassadas explosões.
O cão foge assustado
das negras Harleys raivosas;
eles invadem o velho Stella Open Bar
com seus reluzentes coletes de couro.
Um soco atinge uma boca ou duas.
Cadeiras e garrafas voadoras espatifam-se pelo chão.
Ela, no canto, assiste ao show, entediada.
Vira desdenhosamente o rosto para o nada.
A fumaça do seu cigarro se expande
dissolvida na quietude da noite.
De novo, as Harleys aceleradas queimam os pneus.
Lânguida, ela sobe na garupa e parte.
O cão late, o neon tremula o vermelho
que se apaga na noite já quieta.
segunda-feira, 22 de junho de 2015
domingo, 21 de junho de 2015
presunçosos e ressentidos
São tantos e tantos
esses presunçosos e ressentidos
Malditos sejam todos!
Nas intrigas e perfídias, oh insanos,
abrigam-se no lodo da malícia
e envoltos pela eterna sentença,
cumprem em Caim
o destino do escárnio e da inveja.
À solapa penetram seus venenos
nos ouvidos ingênuos
de Otelos seculares,
persuadidos por vis temores,
sucumbem aos conflitos da alma
e rendidos,
desferem o golpe mortal.
Diante do ardil dos fracos covardes,
que jamais herdarão
a pujança dos heróis
e as mãos de Desdemôna,
Fica a dor e o irreparável
a serem transmutados e arrebatados
ao Valhala.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Contos em alta: canadense ganha Nobel de literatura
Alice Munro, escritora canadense de 82 anos, arrematou o grande premio de literatura do mundo. E , pasmem, ela é uma contista. Quem pensava que os contos eram um subproduto da literatura, sem o mesmo peso e importância dos romances teve seu queixo caído.
A Academia Sueca está no compasso da vida atual, compreendendo a importância dos contos no cotidiano da vida atual. O prêmio não significa um sinal do fim dos grandes romances, mas indica que as novelas e pequenas estórias têm um significativo papel na literatura so século XXI.
A Academia Sueca está no compasso da vida atual, compreendendo a importância dos contos no cotidiano da vida atual. O prêmio não significa um sinal do fim dos grandes romances, mas indica que as novelas e pequenas estórias têm um significativo papel na literatura so século XXI.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
BLACK BLOC: hiperatividade muda
![]() |
de guerrilheiros urbanos, cuja função principal é
aderir a qualquer movimento organizado e legítimo, que sai às ruas para expressar algum descontentamento contra o Estado. Mas, aderir
por aderir pode ser um engano e o que se quer saber é: qual é a sua voz? Passagens de ônibus baratas? Abaixo o Renan Calheiros? Tá certo, mas está faltando pauta, está faltando voz, está faltando política de luta.
Baderneiros ou arruaceiros, que quebram tudo por quebrar é fascismo ou surto psicótico.
O lumpem, como Marx definiu, era a escória incapaz de se envolver em um programa pré-definido de ações, que buscava transformações sociais de médio e longo prazo. Aí estavam os mendigos, os abandonados, os loucos soltos, os ladrões e os cracudos. Tenham atenção para isso. Não creio que os Black Bloc sejam constituídos de lumpem, mas então, revelem suas intenções políticas.
O Anarquismo como foi pensado por Proudhom, por Malatesta e tantos outros tinham voz e visão. Quando eles lutaram contra os fascistas, imperadores e tiranos. Sair às ruas sem uma pauta e sem coesão política e principalmente sem voz interna de formação de princípios é tão-somente um despropósito.
Os professores aceitaram a presença dos Black Bloc nas próximas manifestações e isso implica na formação de aliados institucionais, o que confere uma alteração de força. Agora só falta falar.
(Crédito: Cris Faga / Fox Press Photo / Agência O Globo)
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
O berço de Dioniso
Eis que o momento é chegado,
chegado o tempo do vazio,
o tempo como lugar,
coisa essa que não era para ser.
O tempo como espaço,
vago,
vago de si,
vago de ser,
de passar pela vida,
pela vida dos outros,
da sua,
do cavalo,
das pedras,
das flores...
Vago de si, sem amarras cruéis,
aí o tempo é lugar,
o lugar do tempo vazio.
Ao tropeçar no meu vazio
me arraso,
como um refluxo das águas,
que se retraem ao oceano,
num refluxo sem fim,
puxando todos os corpos, todas as almas,
todas as vidas, para um um lugar sem fim,
onde me sinto solto,
livre das horas e das eras,
onde o tempo não é mais tempo, um Hades.
Nessa fervura de refluxos de tempos e lugares,
não há ligações,
não há sentimentos, nem apêgos, nem medos, nem ãnsias, nem desejos.
Somente nada de vontade,
sem esperas, sem expectativas, sem cobranças.
Só ser!
Aqui, enfim, é o berço, o berço de Dioniso,
aquele que ria de mim acorrentado
nas entranhas de Cronos.
E você?
chegado o tempo do vazio,
o tempo como lugar,
coisa essa que não era para ser.
O tempo como espaço,
vago,
vago de si,
vago de ser,
de passar pela vida,
pela vida dos outros,
da sua,
do cavalo,
das pedras,
das flores...
Vago de si, sem amarras cruéis,
aí o tempo é lugar,
o lugar do tempo vazio.
Ao tropeçar no meu vazio
me arraso,
como um refluxo das águas,
que se retraem ao oceano,
num refluxo sem fim,
puxando todos os corpos, todas as almas,
todas as vidas, para um um lugar sem fim,
onde me sinto solto,
livre das horas e das eras,
onde o tempo não é mais tempo, um Hades.
Nessa fervura de refluxos de tempos e lugares,
não há ligações,
não há sentimentos, nem apêgos, nem medos, nem ãnsias, nem desejos.
Somente nada de vontade,
sem esperas, sem expectativas, sem cobranças.
Só ser!
Aqui, enfim, é o berço, o berço de Dioniso,
aquele que ria de mim acorrentado
nas entranhas de Cronos.
E você?
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Linhas Aéreas
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Mas que lombra é essa?
no quitiripapo papo
do quetilequê perdeu
o tucanaré bebé;
foi quando o urubú-meu-rei
no bico trazia a muiraquitã malsã,
que brilhava nos óio pretim
de Macunaíma tantã.
terça-feira, 26 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Homenagem a Lucien Freud
Máscaras fracas e baratas,
que cobrem seu rosto por encosto
e impedem o seu medo,
o seu medo de revelar
dentro do lar, no mar
e só por trás, nesse cais
é capaz, oh rapaz
de olhar e calar
as verdades e vaidades,
banais, carnais e infernais.
Máscaras fractais, sensacionais;
máquinas faciais,
terminais,
plenas de rosticidades
nas cidades sociais e ficcionais.
É daí que você constrói
e depois rói e destrói
as máquinas trágicas, desejantes,
errantes e dominantes.
Seu rosto em carne-viva,
indefinida, dolorida e ferida,
acostumada às fachadas
risonhas e engessadas,
não quer largar,
não quer rasgar, nem chorar,
para não revelar
a miséria do eu
doeu, doeu,
DO EU!!
que cobrem seu rosto por encosto
e impedem o seu medo,
o seu medo de revelar
dentro do lar, no mar
e só por trás, nesse cais
é capaz, oh rapaz
de olhar e calar
as verdades e vaidades,
banais, carnais e infernais.
Máscaras fractais, sensacionais;
máquinas faciais,
terminais,
plenas de rosticidades
nas cidades sociais e ficcionais.
É daí que você constrói
e depois rói e destrói
as máquinas trágicas, desejantes,
errantes e dominantes.
Seu rosto em carne-viva,
indefinida, dolorida e ferida,
acostumada às fachadas
risonhas e engessadas,
não quer largar,
não quer rasgar, nem chorar,
para não revelar
a miséria do eu
doeu, doeu,
DO EU!!
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Cadê você?
te esperei, esperei muito
quase sucumbi por tua falta,
levantei-me
,
andei um pouco e voltei.
esperei de novo,
quase sucumbi.
só não morri e por pouco,
porque não desisti.
sentei-me e aguardei,
fui servido e me refastelei,
depois, muito depois,
te vi, abraçada com um qualquer.
Levantei-me,
paguei a conta e te segui.
Não era você, era outra.
decide voltar e quando cheguei lá,
compreendi,
você era a outra,
então vi um qualquer,
perguntei pela outra.
responderam que eu era louco,
nada respondi. Segui.
Cansado parei, pra cima olhei e orei,
o que fazer,
às vezes é o que resta,
então deitei ali e fiz a sesta.
Foi quando alguém me cutucou
"aqui não pode, morou?",
morei! Fui pra casa
e lá te encontrei.
Ué?
quase sucumbi por tua falta,
levantei-me
,andei um pouco e voltei.
esperei de novo,
quase sucumbi.
só não morri e por pouco,
porque não desisti.
sentei-me e aguardei,
fui servido e me refastelei,
depois, muito depois,
te vi, abraçada com um qualquer.
Levantei-me,
paguei a conta e te segui.
Não era você, era outra.
decide voltar e quando cheguei lá,
compreendi,
você era a outra,
então vi um qualquer,
perguntei pela outra.
responderam que eu era louco,
nada respondi. Segui.
Cansado parei, pra cima olhei e orei,
o que fazer,
às vezes é o que resta,
então deitei ali e fiz a sesta.
Foi quando alguém me cutucou
"aqui não pode, morou?",
morei! Fui pra casa
e lá te encontrei.
Ué?
Bar Bartholomeu
terça-feira, 5 de julho de 2011
Flores
Os amores,
os medos e vertigens,
as esperas e segredos,
os cantos e entregas
são flores.
Flores da manhã de
infantis alegrias,
recebem as graças solares,
de azuis sem mistério,
exalam nos ares de todos os presentes.
Outras, noturnas,
vicejam damas da noite,
perfumadas
de segredos lascivos.
Em lentos olhares
flertam com inocentes
homens
promíscuos desejos,
quase mortais.
À tarde,
sempre à tarde,
vicejam as tardias
no despertar,
que mergulham fundo
no fastio e
abrem-se ao passado,
e lembram, lembram
de todas as flores passadas.
São elas, as flores de antes,
do passado tardio,
onde os singulares amores,
medos e vertigens,
onde as esperas e segredos,
os cantos e entregas
não aconteceram.
Aconteceram pois, em flores das tardes,
calorentas e impudicas;
aconteceram sobre suas coxas,
grudadas de suor, desnudas.
São todas elas flores da tarde,
amarelas que aguardam
as abelhas,
a campainha,
o telefone,
o latido.
Aguardam paradas
o passado.
os medos e vertigens,
as esperas e segredos,
os cantos e entregas
são flores.
Flores da manhã de
infantis alegrias,
recebem as graças solares,
de azuis sem mistério,
exalam nos ares de todos os presentes.
Outras, noturnas,
vicejam damas da noite,
perfumadas
de segredos lascivos.
Em lentos olhares
flertam com inocentes
homens
promíscuos desejos,
quase mortais.
À tarde,
sempre à tarde,
vicejam as tardias
no despertar,
que mergulham fundo
no fastio e
abrem-se ao passado,
e lembram, lembram
de todas as flores passadas.
São elas, as flores de antes,
do passado tardio,
onde os singulares amores,
medos e vertigens,
onde as esperas e segredos,
os cantos e entregas
não aconteceram.
Aconteceram pois, em flores das tardes,
calorentas e impudicas;
aconteceram sobre suas coxas,
grudadas de suor, desnudas.
São todas elas flores da tarde,
amarelas que aguardam
as abelhas,
a campainha,
o telefone,
o latido.
Aguardam paradas
o passado.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Reserva em Adrogué
dez anos vagueando no labirinto
por espelhos quebrados,
sem ideal de desconformidade.
um labirinto de vastidões
onde os vazios são estreitos
cheios de águas brancas.
o minotauro alado sobrevoa TLÖN
não deixa recado, o mundo é dele.
o olhar escapado pelo absinto
não ameniza o abandono.
Viverei no hotel em Adrogué.
por espelhos quebrados,
sem ideal de desconformidade.
um labirinto de vastidões
onde os vazios são estreitos
cheios de águas brancas.
o minotauro alado sobrevoa TLÖN
não deixa recado, o mundo é dele.
o olhar escapado pelo absinto
não ameniza o abandono.
Viverei no hotel em Adrogué.
Assinar:
Postagens (Atom)












