Alice Munro, escritora canadense de 82 anos, arrematou o grande premio de literatura do mundo. E , pasmem, ela é uma contista. Quem pensava que os contos eram um subproduto da literatura, sem o mesmo peso e importância dos romances teve seu queixo caído.
A Academia Sueca está no compasso da vida atual, compreendendo a importância dos contos no cotidiano da vida atual. O prêmio não significa um sinal do fim dos grandes romances, mas indica que as novelas e pequenas estórias têm um significativo papel na literatura so século XXI.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
BLACK BLOC: hiperatividade muda
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de guerrilheiros urbanos, cuja função principal é
aderir a qualquer movimento organizado e legítimo, que sai às ruas para expressar algum descontentamento contra o Estado. Mas, aderir
por aderir pode ser um engano e o que se quer saber é: qual é a sua voz? Passagens de ônibus baratas? Abaixo o Renan Calheiros? Tá certo, mas está faltando pauta, está faltando voz, está faltando política de luta.
Baderneiros ou arruaceiros, que quebram tudo por quebrar é fascismo ou surto psicótico.
O lumpem, como Marx definiu, era a escória incapaz de se envolver em um programa pré-definido de ações, que buscava transformações sociais de médio e longo prazo. Aí estavam os mendigos, os abandonados, os loucos soltos, os ladrões e os cracudos. Tenham atenção para isso. Não creio que os Black Bloc sejam constituídos de lumpem, mas então, revelem suas intenções políticas.
O Anarquismo como foi pensado por Proudhom, por Malatesta e tantos outros tinham voz e visão. Quando eles lutaram contra os fascistas, imperadores e tiranos. Sair às ruas sem uma pauta e sem coesão política e principalmente sem voz interna de formação de princípios é tão-somente um despropósito.
Os professores aceitaram a presença dos Black Bloc nas próximas manifestações e isso implica na formação de aliados institucionais, o que confere uma alteração de força. Agora só falta falar.
(Crédito: Cris Faga / Fox Press Photo / Agência O Globo)
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
O berço de Dioniso
Eis que o momento é chegado,
chegado o tempo do vazio,
o tempo como lugar,
coisa essa que não era para ser.
O tempo como espaço,
vago,
vago de si,
vago de ser,
de passar pela vida,
pela vida dos outros,
da sua,
do cavalo,
das pedras,
das flores...
Vago de si, sem amarras cruéis,
aí o tempo é lugar,
o lugar do tempo vazio.
Ao tropeçar no meu vazio
me arraso,
como um refluxo das águas,
que se retraem ao oceano,
num refluxo sem fim,
puxando todos os corpos, todas as almas,
todas as vidas, para um um lugar sem fim,
onde me sinto solto,
livre das horas e das eras,
onde o tempo não é mais tempo, um Hades.
Nessa fervura de refluxos de tempos e lugares,
não há ligações,
não há sentimentos, nem apêgos, nem medos, nem ãnsias, nem desejos.
Somente nada de vontade,
sem esperas, sem expectativas, sem cobranças.
Só ser!
Aqui, enfim, é o berço, o berço de Dioniso,
aquele que ria de mim acorrentado
nas entranhas de Cronos.
E você?
chegado o tempo do vazio,
o tempo como lugar,
coisa essa que não era para ser.
O tempo como espaço,
vago,
vago de si,
vago de ser,
de passar pela vida,
pela vida dos outros,
da sua,
do cavalo,
das pedras,
das flores...
Vago de si, sem amarras cruéis,
aí o tempo é lugar,
o lugar do tempo vazio.
Ao tropeçar no meu vazio
me arraso,
como um refluxo das águas,
que se retraem ao oceano,
num refluxo sem fim,
puxando todos os corpos, todas as almas,
todas as vidas, para um um lugar sem fim,
onde me sinto solto,
livre das horas e das eras,
onde o tempo não é mais tempo, um Hades.
Nessa fervura de refluxos de tempos e lugares,
não há ligações,
não há sentimentos, nem apêgos, nem medos, nem ãnsias, nem desejos.
Somente nada de vontade,
sem esperas, sem expectativas, sem cobranças.
Só ser!
Aqui, enfim, é o berço, o berço de Dioniso,
aquele que ria de mim acorrentado
nas entranhas de Cronos.
E você?
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Linhas Aéreas
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Mas que lombra é essa?
no quitiripapo papo
do quetilequê perdeu
o tucanaré bebé;
foi quando o urubú-meu-rei
no bico trazia a muiraquitã malsã,
que brilhava nos óio pretim
de Macunaíma tantã.
terça-feira, 26 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Homenagem a Lucien Freud
Máscaras fracas e baratas,
que cobrem seu rosto por encosto
e impedem o seu medo,
o seu medo de revelar
dentro do lar, no mar
e só por trás, nesse cais
é capaz, oh rapaz
de olhar e calar
as verdades e vaidades,
banais, carnais e infernais.
Máscaras fractais, sensacionais;
máquinas faciais,
terminais,
plenas de rosticidades
nas cidades sociais e ficcionais.
É daí que você constrói
e depois rói e destrói
as máquinas trágicas, desejantes,
errantes e dominantes.
Seu rosto em carne-viva,
indefinida, dolorida e ferida,
acostumada às fachadas
risonhas e engessadas,
não quer largar,
não quer rasgar, nem chorar,
para não revelar
a miséria do eu
doeu, doeu,
DO EU!!
que cobrem seu rosto por encosto
e impedem o seu medo,
o seu medo de revelar
dentro do lar, no mar
e só por trás, nesse cais
é capaz, oh rapaz
de olhar e calar
as verdades e vaidades,
banais, carnais e infernais.
Máscaras fractais, sensacionais;
máquinas faciais,
terminais,
plenas de rosticidades
nas cidades sociais e ficcionais.
É daí que você constrói
e depois rói e destrói
as máquinas trágicas, desejantes,
errantes e dominantes.
Seu rosto em carne-viva,
indefinida, dolorida e ferida,
acostumada às fachadas
risonhas e engessadas,
não quer largar,
não quer rasgar, nem chorar,
para não revelar
a miséria do eu
doeu, doeu,
DO EU!!
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Cadê você?
te esperei, esperei muito
quase sucumbi por tua falta,
levantei-me
,
andei um pouco e voltei.
esperei de novo,
quase sucumbi.
só não morri e por pouco,
porque não desisti.
sentei-me e aguardei,
fui servido e me refastelei,
depois, muito depois,
te vi, abraçada com um qualquer.
Levantei-me,
paguei a conta e te segui.
Não era você, era outra.
decide voltar e quando cheguei lá,
compreendi,
você era a outra,
então vi um qualquer,
perguntei pela outra.
responderam que eu era louco,
nada respondi. Segui.
Cansado parei, pra cima olhei e orei,
o que fazer,
às vezes é o que resta,
então deitei ali e fiz a sesta.
Foi quando alguém me cutucou
"aqui não pode, morou?",
morei! Fui pra casa
e lá te encontrei.
Ué?
quase sucumbi por tua falta,
levantei-me
,andei um pouco e voltei.
esperei de novo,
quase sucumbi.
só não morri e por pouco,
porque não desisti.
sentei-me e aguardei,
fui servido e me refastelei,
depois, muito depois,
te vi, abraçada com um qualquer.
Levantei-me,
paguei a conta e te segui.
Não era você, era outra.
decide voltar e quando cheguei lá,
compreendi,
você era a outra,
então vi um qualquer,
perguntei pela outra.
responderam que eu era louco,
nada respondi. Segui.
Cansado parei, pra cima olhei e orei,
o que fazer,
às vezes é o que resta,
então deitei ali e fiz a sesta.
Foi quando alguém me cutucou
"aqui não pode, morou?",
morei! Fui pra casa
e lá te encontrei.
Ué?
Bar Bartholomeu
terça-feira, 5 de julho de 2011
Flores
Os amores,
os medos e vertigens,
as esperas e segredos,
os cantos e entregas
são flores.
Flores da manhã de
infantis alegrias,
recebem as graças solares,
de azuis sem mistério,
exalam nos ares de todos os presentes.
Outras, noturnas,
vicejam damas da noite,
perfumadas
de segredos lascivos.
Em lentos olhares
flertam com inocentes
homens
promíscuos desejos,
quase mortais.
À tarde,
sempre à tarde,
vicejam as tardias
no despertar,
que mergulham fundo
no fastio e
abrem-se ao passado,
e lembram, lembram
de todas as flores passadas.
São elas, as flores de antes,
do passado tardio,
onde os singulares amores,
medos e vertigens,
onde as esperas e segredos,
os cantos e entregas
não aconteceram.
Aconteceram pois, em flores das tardes,
calorentas e impudicas;
aconteceram sobre suas coxas,
grudadas de suor, desnudas.
São todas elas flores da tarde,
amarelas que aguardam
as abelhas,
a campainha,
o telefone,
o latido.
Aguardam paradas
o passado.
os medos e vertigens,
as esperas e segredos,
os cantos e entregas
são flores.
Flores da manhã de
infantis alegrias,
recebem as graças solares,
de azuis sem mistério,
exalam nos ares de todos os presentes.
Outras, noturnas,
vicejam damas da noite,
perfumadas
de segredos lascivos.
Em lentos olhares
flertam com inocentes
homens
promíscuos desejos,
quase mortais.
À tarde,
sempre à tarde,
vicejam as tardias
no despertar,
que mergulham fundo
no fastio e
abrem-se ao passado,
e lembram, lembram
de todas as flores passadas.
São elas, as flores de antes,
do passado tardio,
onde os singulares amores,
medos e vertigens,
onde as esperas e segredos,
os cantos e entregas
não aconteceram.
Aconteceram pois, em flores das tardes,
calorentas e impudicas;
aconteceram sobre suas coxas,
grudadas de suor, desnudas.
São todas elas flores da tarde,
amarelas que aguardam
as abelhas,
a campainha,
o telefone,
o latido.
Aguardam paradas
o passado.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Reserva em Adrogué
dez anos vagueando no labirinto
por espelhos quebrados,
sem ideal de desconformidade.
um labirinto de vastidões
onde os vazios são estreitos
cheios de águas brancas.
o minotauro alado sobrevoa TLÖN
não deixa recado, o mundo é dele.
o olhar escapado pelo absinto
não ameniza o abandono.
Viverei no hotel em Adrogué.
por espelhos quebrados,
sem ideal de desconformidade.
um labirinto de vastidões
onde os vazios são estreitos
cheios de águas brancas.
o minotauro alado sobrevoa TLÖN
não deixa recado, o mundo é dele.
o olhar escapado pelo absinto
não ameniza o abandono.
Viverei no hotel em Adrogué.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Muro de igreja
esquina dos encontros furtivos,
melhor é no muro da igreja
para apertos e amassos,
melhor é no muro da igreja
para apertos e amassos,
beijos e encostos.
Ouço seus gemidos, minha santinha,
tantos pecados não confessados,
atiçados pelo fogoso cavalo
contido nos arreios dos jesuítas.
lampião da indecencia
atiradeira pra que te quero.
queima a luz da moral
e livra o desejo da inocencia,
a lembrança de seu corpo
encostado no frio estuque,
seus cabelos em coque e
meus dedos avançavam ao toque
da orquídea ameaçada pelo estrume
do indomável potro.
Sorrio dessas imagens
distantes pelos séculos
e sinto o perfume
das damas da noite,
exalando a presença
dos eternos amantes.
Quimera Elétrica

Entre os cactos por testemunhas,
o ventre nebuloso rompeu-se.
O peso da massa eletromagnética
faz o ser incorpóreo surgir
esbranquiçado por tramas
ensandecidas de raios elétricos.
Seus passos são descargas
mortais aos infortunados,
impiedosos por natureza
marcam uma devastação
desapaixonada.
Não há risos nem lágrimas,
tão-somente poder e expressão.
Poder por ser tão expressivo,
tão grandioso, por ser tão
para além da morte.
Quimera elétrica nascida do ventre
das nuvens moventes.
Quimera cuja mãe é água
e cujo pai é céu.
Quimera sem nexo, sem sexo,
parte o céu em duas metades,
descarrega trovões pela língua de fogo,
perambula ao esmo, sem tino e sentido.
Quimera fétida de enxofre,
filha das trevas do terceiro céu.
seu antídoto é a fria terra,
pois engole suas faíscas traiçoeiras
e espinhos elétricos.
Acalma sua fúria de relâmpagos
como um colo de mãe, afaga
o seu ser não-ser.
Bonanza.
Ventos leves sopram e empurram
as nuvens cansadas e combalidas
pelos embates inorgânicos.
Os elementos se recompõe
e a antimatéria se defaz
e faz a vida renascer.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Olhar de palha
um
banco de cor branca,
um caminho liso,
um olhar de palha...
trançada,
interrompe a calçada,
como o silencio das pausas,
ou o teto branco
do quarto.
uma mente esquecida
um barco ardente
um jogo de xadrez.
nada se conecta
nesse mundo de games;
o banco vazio
assiste em suas costas
a preocupação dos desocupados.
banco de cor branca,um caminho liso,
um olhar de palha...
trançada,
interrompe a calçada,
como o silencio das pausas,
ou o teto branco
do quarto.
uma mente esquecida
um barco ardente
um jogo de xadrez.
nada se conecta
nesse mundo de games;
o banco vazio
assiste em suas costas
a preocupação dos desocupados.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Submarino fenício é descoberto no Brasil
Descoberto em longínqua praia do Rio de Janeiro, um submarino fenício totalmente petrificado. Trata-se de um achado de grande valor arqueológico e que alterará o entendimento tecnológico da antiga civilização da Mesopotâmia.Qual seria o sentido de um submarino fenício no litoral brasileiro? Alguns pesquisadores levantaram hipóteses de ligações com a Pedra da Gávea, que teria sido uma espécie de farol energético dos OVNIs e estes, teriam feito contatos com os antigos fenícios, que foram os verdadeiros descobridores do Brasil, na remota época de 1600 anos AC.
No flagrante ao lado, vê-se pesquisadora observando o casco do submarino, assim como percebe-se a proa fendida, provavelmente o resultado do choque com rochas, ocasionando a perda do dispositivo navegante. Acima percebe-se a escotilha superior.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Interferências
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
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