terça-feira, 11 de agosto de 2009

Cavalo Velho

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que tostão paga a banca?
sem pressão não se avança,
nem a dor se compadece a dama?
sem palavrão não há mãos na anca
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todo imberbe a si aclama
a farsa da soberba se ufana
trás a violência que arromba
me assombra e me lomba
e nada faço e só me afano
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corpo sem vida e sem dor,
sem viço e sem furor
que desperdício, senhor!
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e o rio verte água, flui e arrebenta,
quebra as pedras e nada fica,
nem margens, nem pica
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Levanta a voz. Atiça a piça!
Relincha! Relincha cavalo velho,
morde forte mesmo
com esses dentes amarelos
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Tens cabelo na língua?
Então grita, grita, fode-esfola.
bate-bate e finca
e bem esporra
Quero ver quem te amola

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