quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Muro de igreja

esquina dos encontros furtivos,
melhor é no muro da igreja
para apertos e amassos,
beijos e encostos.

Ouço seus gemidos, minha santinha,  
tantos pecados não confessados,
atiçados pelo fogoso cavalo
contido nos arreios dos jesuítas.

lampião da indecencia
atiradeira pra que te quero.
queima a luz da moral
e livra o desejo da inocencia,

a lembrança de seu corpo
encostado no frio estuque,
seus cabelos em coque e
meus dedos avançavam ao toque
da orquídea ameaçada pelo estrume
do indomável potro.

Sorrio dessas imagens
distantes pelos séculos
e sinto o perfume
das damas da noite,
exalando a presença
dos eternos amantes.  



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