terça-feira, 14 de julho de 2009

Tempos e Movimentos

Quais caminhos penetram no passado?
Todas lembranças que esvaziam o presente.
São os devires do futuro pertencentes?
Da escuridão, as pertinências do imago.

Santo Agostinho intuiu um tempo
coalescente, no mundo noético.
Revelou na cãmara poética
da alma impregnada de alento.

Quantos tempos são prementes?
Um tempo: presente do passado;
outro tempo: presente do presente;
terceiro tempo: presente do futuro.

Quantos tempos vivemos no presente?
Vivem em nós o tempo coalescente,
assim é Aion: o eterno tempo
e Kairós: o oportuno tempo.

Quantos tempos vivemos na vida
e ainda assim não temos tempo?
Porque só existimos para os movimentos.
Uma orgãnica ilusão fortalecida.




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