quarta-feira, 4 de março de 2009

Depois da crise, uma nova economia de sonhos

O que pode ser esperado para o fim dessa crise econômica mundial? Deverá ditar o fim da era capitalista globalista? Fim das bolhas especulativas e adoção de eficientes medidas cautelares para aprovação de créditos? Redirecionamento das produções de bens de capital? Ajustamento da ordem social no mundo? Fim da fome? Perdão das dívidas externas? Cooperação ampla entre hemisférios norte e sul? Fim do consumismo hedonista?

Não haverá fim e sim, retomada. Esse modelo é inesgotável. Possui uma capacidade regenerativa semelhante a um organismo multicelular, que, embora adoecido, demonstra reação surpreendente.

Como existe dinheiro no mundo! Esse é o oxigênio do capitalismo: a moeda circulante. Enquanto houver interesses e necessidades, haverá mercado. Pronto. O sistema roda. A perversão está em incutir falsas necessidades, criar fantasias de um mundo paradisíaco, como qualquer droga. O resultado desse processo é tentar responder a seguinte pergunta: por que é tão difícil viver em um mundo real, na exata dimensão do que se é, com suas qualidades e defeitos?

Porque viver com o que somos e construir um modelo próprio de ser humano, exige não ser capturado pela dinâmica do perfeccionismo vigente, imposto através da mídia.

Quando a mulher se olha no espelho e se vê gorda em comparação com o ideal propagado pela moda, ela se frustra e mergulha nesse capitalismo autofágico, que se alimenta do combustível "desejo humano".

A isto podemos chamar de subjetividade capturada.
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